Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016

folia

16_carnaval.jpg

 

 

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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016

festa no mar


estrelas.jpgestrelas.jpgestrelas.jpg

sereia_rosa.jpg

se preparando pra festa.

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

padroeiro da cidade

São Sebastião do Rio de Janeiro

160120_sansebastian.jpg

by Pierre & Gilles

Escola de Domenico Cerrini Itália 1609/1681

by Guido Reni 1610

ainda não consegui descobri o autor

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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

decor XVI

"Olhou as paredes do seu apartamento, tudo tão limpo e tão organizado, pobremente óbvio: os livros em ordem alfabética por autor, a mesa lustrada, as duas cadeiras de antiquário, o sofá de couro marrom, a cozinha com suas latas de mantimento quase vazias, o fogãozinho de duas boas. Aquela era a sua vida, a sua experiência de vida. De fato, tinha agora certeza de que queria mais do que aquilo."

 

Sal
Leticia Wierzchowski

 

NB - não achei que o livro era esta coisa toda que eu havia lido na internet.

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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

caixa de lápis de cor

Já diminuiu a enchurrada, mas vou fingir que continua no timing.

Numa "premonição" ele escreveu isso para você ter justificativa para comprar o seu livrinho de colorir.

"Nesse clima de alta voltagem estética, damo-nos conta de que aprender a colorir é abrir as comportas do mundo interior para uma forma superior de comunicação."

O Universo da Cor - p. 121
Pedrosa, Israel

 

Querendo, pode comprar o livro do Paulo André (Moda - Uma história para Colorir) e aprender um pouquinho sobre moda também, além de ter " uma forma superior de comunicação ".

Desenho colorido pelo próprio autor.

paulo andre_moda_uma historia para colorir.jpg

 

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

qualidade

"Mas seria ridículo diminuir qualquer pouco que fosse do seu talento, criatividade, importância, representatividade ou personalidade icônica. Ele é muito maior, muito mais do que o meu gosto."

O texto é do Gui Bracco se referindo a David Bowie, que não entra no top 10 dele.

Já havia tentado escrever algo similar, mas não encontrava as palavras corretas. Não para falar de Bowie, mas de um modo geral. Seja um músico ou música. Seja um quadro ou um vestido da Chanel. Podemos não gostar, contudo, não dá para não reconhecer a originalidade ou impacto de determinadas obras.

 

NB - Pra quem tinha vida online antes do feissy deve ter lido algum dos textos - maravilhosos - do Gui no seu blog Cantorum/Figaro

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016

colour

Para vc que gosta de saber das tendências.

follow-the-colours-pantone-cor-do-ano-2016.jpg

 

Tendências 2016_cor do ano_Tintas Coral2.jpg

Para a Coral a aposta é no Ouro Monarca (não desejei um ano precioso rs). Cores nobres, inacreditávelemente pouco brilhantes e pouco saturadas (com bom pecentual de cinza em toda a cartela). Algumas luminosas.

Já a Pantone vai para passarela. E vc pode desfilar por aí em tons de azuis e rosas - Rose Quartz e Serenity.

Coloque o modelito e faça uma selfie em frente a parede da sala. Tem cobinações boas aí.

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

*_*_* 2016 *_*_*

2016_card.jpg

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015

Definições

"A missão do pintor é pintar; se ele sabe colorir sua tela, é pintor, mesmo que não sabia fazer nada mais. Se ele não sabe colorir, não é um pintor, mesmo que saiba fazer tudo, menos isso..."
RUSKIN, John

 

"A pintura é uma poesia que se vê."
VINCI, Leonardo da

 

O Universo da COR
Israel Pedrosa

 

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015

paisagem

Aproveitando a data de comemoração do dia do arquiteto.

 

"Pensar a paisagem nos ajuda a compreender o mundo.
Para que haja paisagem é preciso que haja um sujeito observador que a constrói e inventa.
Nós somos a paisagem."

 

 

Trabalho de tese da Arq. Lúcia Maria de Siqueira Cavalcanti Vera

Paisagem-Postal: A imagem e a palavra na compreensão de um Recife urbano.

 

"Parece simples falar de paisagem e parece óbvio que a paisagem deveria ser considerada quando se pensa em planejar as cidades, mas...
os planejadores têm dificuldades de trabalhar com a imaterialidade nos seus projetos.

Paisagens postais são aquelas que identificam cidades como assinaturas urbanas. Esta identificação não está expressa na paisagem em si, mas na relação de apreensão entre o sujeito que a observa e a transforma e a paisagem que se deixa observar e transformar."

Urbanismo não é minha praia, mas trabalhos como este até me fazem pensar em. 
Embora diferente do Recife onde a intervenção era na frente dos prédios históricos, acho bastante similar ao que será feito no "porto maravilha" aqui no Rio. Vista do mar a primeira visão ainda  será os armazéns do porto. Mas para quem irá transitar pela cidade, com os inúmeros edifícios que se pretende construir - e alguns com uma arquitetura espelhada de gosto duvidoso - o impacto - por conta do gabarito que foi liberado- já não será as curvas dos morros ou a nossa exuberante paisagem - que é fator determinante para o título de maravilhosa que detém a cidade. Apesar do turismo não ser tão bem explorado, boa parte do que ocorre é por conta da paisagem. Sendo ela maculada pelos prédios (ainda mais do que já é), não sei se teremos ganhos. Até pela comparação do que se pretende construir aqui e o que está pronto lá, acho que se alguém estiver interessado em ver prédios irá para Dubai.
Acho lamentável não termos tido um #ocupaporto, pois consertar o estrago será complicado e caro. Lógico que com a abertura da reformada Praça Mauá esse impacto não está sendo sentido. Mas aquilo é só uma cereja do bolo que não será saboroso.
E cada vez mais vamos perdendo a cidade.

 

"Se você abrir uma pessoa, irá encontrar paisagens" Agnès Varda

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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015

estoque

"não terei mais como sentir vergonha própria, estou gastando tudo com vergonha alheia."

#numtáfaceo.

 

NB - aproveitando de conversa com Dedeia e Helê.

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

decorfuturos

almofadas

 

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a ordem dos fatores altera o produto.

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

decorfuturos

151020_decorfuturos.jpg

151020_from eijffinger.jpg

para lembrar pra mim mesmo algumas hipóteses.

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015

cabides

Depois de "ouvir" minha amiga ~linda e inteligente~ Mariana Aldrigui dizer, no feissy, que "odeio pendências", quase me enfio debaixo da mesa.

Lembrei do armário que está há tempos pedindo: "me arrume". Afinal, o que se faz num feriado, com sol, numa cidade que tem praia? Isso, arruma-se o armário, apesar de a procrastinação ser minha melhor qualidade.

Faz tempo que venho adiando. Queria fotografar o armário, apesar de saber que não irei falar nada que já não ande aí na internet sobre arrumações. Só queria mesmo reforçar a importância de pensar na divisão interna dos armários - gavetas, prateleiras e paus de cabide. Além da quantidade, as alturas para tirar melhor proveito. Sempre sugiro aos meus cliente substituirem o calceiro por pau de cabide. Camisas em cima e calças embaixo e visíveis facilitam na hora da escolha da combinação. Foi o que fiz aqui.

Cabides todos iguais (ou quase - os meus são pretos, azuis, amarelos e laranjas. Quando quis comprar mais, não achei mais dos pretos que havia comprado inicialmente). Camisas voltadas todas para o mesmo lado, ajudam. Aqui, optei arrumar por cores (por que será?), mas poderia ser do casual para o formal - das frescas para as invernais. O armário é seu, decida. O que irá facilitar na segunda de manhã, no dia que precisar ser ágil por estar mais do que atrasado para aquela reunião importante? - Ou só mesmo para ir beijar @ namorad@.

Usei cabides para "saias", que herdei de uma cliente muito especial, para pendurar as bermudas, cabides pretos para as calças e nos cabides azuis as calças que estão sob avaliação - se até o final do ano não voltarem a servir irão para doação. Como a dieta sempre começa na próxima segunda tá difícil. Segunda já não é um dia fácil, ainda tem que ser o dia do início da dieta? Putz! Preciso mesmo alterar isso. Começar a dieta numa quarta e a ginástica num sábado. Assim, quem sabe resulta?!

As camisas sociais nos amarelos e as camisas pólo (que a Tíccia não me oiça) nos laranjas (é, eu sei, não devia pendurar, mas meu "uniforme de obra" fica pendurado).

Os cabides de madeira que "roubei" do meu pai, deixei para os ternos. Na outra divisão do armário. Ah, a saia que ganhei de presente também foi pra lá, já que é a divisão com maior altura, a saia é longa e eu tenho pernas compridas.

A porta com as prateleiras para as t-shirt será arrumada depois.

Eu disse que procrastinação era a minha melhor qualidade. eheheheheh

Não, não é isto. É que o sol se põe daqui a pouco e preciso tomar banho e escolher um modelito para ir beber com uns amigos. Prioridades, como diria a Luciana ;c)

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015

estações

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150921_Joseph Simons by David Kawena

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primavera 2015

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150921_Seve Montoro by Adolfo Lopez 

 

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

arq-tipografia

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by Cláudio Luiz

 

rua Pereira da Silva, Laranjeiras - Rio de Janeiro / RJ

 

a fonte já tem contornos irregulares e ainda foi escolhido um verde muito escuro para um fundo preto. Não fosse o photosop, só seria possível ler o classic.

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015

avatar

Depois do contato inicial - estou ligando porque gostaria de fazer uma obra - vem a definição do que será feito. Seja um projeto de reforma da cozinha, seja um projeto para a casa toda. 

Definida a obra, vem a questão mais difícil – o resultado que se pretende.

A pergunta inicial - o que você quer? ou do que você gosta? - embora curtinha, implica uma formulação densa. Às vezes, é preciso tirar a informação a fórceps.

Não raro, não conseguem responder o que querem. A primeira resposta vem com uma solução do projeto - quero um sofá ali, uma poltrona ... a bancada aqui... e por aí vai. Não que isto não ajude a entender o que o cliente quer, mas essas peças naqueles lugares produzirão o efeito final pretendido?

Então, queiram uma casa aconchegante, acolhedora, luminosa, espaçosa, moderna, ousada, requintada, clássica, aberta, armazenadora... pense nos seus desejos. No que vc gosta.
A partir dessa lista vem um segundo ponto. O profissional tentará equacionar o desejo ao espaço existente. Quais desejos cabem ali? quais definirão uma unidade?
Se você está se aventurando a fazer seu próprio projeto, é hora de responder: "Dentre as coisas que vc quer e gosta, o que é adequado e cabe no espaço que vc tem?"
Esses são os dois pontos centrais. 

Depois virão questões de estilo, de cor, de aproveitamento de algum mobiliário (ou de todos, talvez). E, logicamente, a distribuição do mobiliário, a escolha dos materiais, a combinação das cores será definida no projeto.
Agora, é achar o conceito que irá nortear todo o projeto.
É para isso que vc está contratando um profissional.
Definido isso, o restante são pontos convergindo para produzir o efeito desejado.

Historinha - quando fui fazer vestibular (enem é uma evolução), na maldade que é ter que escolher,
aos 16/17 aninhos, uma carreira para vida toda, estava eu indeciso.
Arquitetura era a resposta desde criança para a famigerada pergunta
- O que vc quer ser quando crescer?
Quando fiquei indeciso, uma vez, uma tia me disse:
como vc é bom em matemática e gosta de desenho, vc pode ser engenheiro ou arquiteto.
Depois desse dia, a resposta ficou na ponta da língua.
E com uma bela intuição, sempre respondi arquiteto, nunca engenheiro.
Uma outra opção era psicologia. E eu ficava pensando que era incoerente.
Hoje tenho muito claro que no curso de arquitetura deveria ter umas cadeiras de psicologia,
principalmente para quem vai trabalhar com design de interiores
(que, antes, era chamado de decorador mesmo).

 

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Terça-feira, 4 de Agosto de 2015

arq-tipografia

arqtipo_108.jpg

 

Rua Conde de Bonfim - Tijuca - Rio de Janeiro 

 

by Stella Cavalcanti.

sócia da casa

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Casa - fechando a porta

O fascínio moderno por móveis inicia-se no século XVII.

Começaram a preencher o vazio medieval com cadeiras, cômodas e camas com dossel, mas de modo praticamente impensado. Estes quartos lotados não eram propriamente decorados.

Em França a nobreza e a alta burguesia viviam em casas individuais grandes - chamadas de "Hotels".  Não havia corredores nestas casas - cada quarto era diretamente ligado ao próximo - e os arquitetos se orgulhavam de alinhar todas as portas "enfilade", de modo que houvesse uma visão ininterrupta de um lado ao outro. É evidente que se priorizavam as aparências, ao invés da privacidade; todos, desde os empregados até os visitantes, passavam por cada um dos cômodos para chegar ao seguinte.

O palácio de Versalhes de Luís XIV também havia sido uma "casa grande", a maior da França. Ele era um lugar público, com poucas restrições aos lugares onde os cortesãos poderiam ir, e, consequentemente, oferecia pouca privacidade. Isto começou a mudar.

As duas grandes descobertas da Era Burguesa - a privacidade e a domesticidade - surgidas, naturalmente, nos Países Baixos, até o séc XVIII já haviam se espalhado pelo resto da Europa setentrional - Inglaterra, França e os estados alemães.

A primeira coisa que Luís XV fez quando se mudou para Versalhes foi reformar seus aposentos particulares. O enorme quarto pomposo ficou como era - para as formalidades e agora o rei dormia em outro lugar, isolado. O rei, antes uma figura pública, sentindo necessidade de privacidade é um exemplo do nível de influência que os valores burgueses exerciam e quão tão longe iam as mudanças de hábitos. Mme. de Pompadour, amante de Luís XV durante pouco tempo e depois sua conselheira e confidente durante quase 20 anos, foi grande incentivadora do interesse de Luís XV pela arquitetura doméstica.

A casa estava se tornando um lar e, após a privacidade e a domesticidade, o palco estava armado para a terceira descoberta: a noção de conforto. Os móveis forçam a civilização que se senta no alto a, mais cedo ou mais tarde, levar em consideração essa questão.

Logicamente que o estilo de vida hedonista das milhares de pessoas vivendo por prazer e se divertindo muitíssimo em Versalhes contribuiu para que os móveis confortáveis surgissem ali em primeiro lugar.

O maior problema para projetar os móveis não era somente técnico - o de como fazer a cadeira - mas também cultural - o de como ela era usada. [será usada. Fazendo um projeto tenho sempre que levar em conta a rotina de vida dos clientes. E, não raro, me vejo explicando como se dará o uso do novo projeto e como isto irá alterar algumas dinâmicas]

Mesas e cadeiras, ao contrário, por exemplo, das geladeiras e das máquinas de lavar, são um refinamento, e não utilitários.

A cadeira adquiriu um papel diferente na França de Luís XIV, época de prodigiosas conquistas militares, políticas, literárias e arquitetônicas. Também nesta época, os móveis foram elevados ao nível das belas-artes. Eles começaram a ser vistos como parte integrante da decoração de interiores, e a disposição improvisada dos móveis no passado cedeu espaço para uma decoração rigidamente arrumada. Ilustrações do palácio real de Versalhes mostraram uma mesa entre cada conjunto de janelas, uma cômoda de cada lado da porta, um banco na base da pilastra. Como a função dos móveis era realçar a arquitetura do cômodo, e não acomodar pessoas, as cadeiras eram projetadas para serem admiradas, e não, por incrível que pareça, para as pessoas se sentarem.

Já no século XVIII a variedade de tipos de móveis - na França - refletia a especialização que estava ocorrendo na divisão da casa; diferentes cômodos estavam adquirindo diferentes funções [ anteriormente os espaço não tinham função definida. Por exemplo, não existia uma sala de jantar, a mesa era armada e desarmada para ser locada no espaço em que queriam comer].

Nesta época surge na França o estilo que ficou conhecido como rococó - trocadilho com barroco e roc derivado de rocaille - como todos nomes da história da arte, ele foi criado após o fato, em torno de 1836. O termo não era elogioso; foi criado por críticos que desaprovavam o estilo. Mas o rococó é de suma importância.

O rococó foi o primeiro estilo desenvolvido exclusivamente para o interior, em oposição ao exterior. Isto realça que a parte interna das casas estava sendo entendida como muito diferente da parte externa, e também que ocorria uma importante distinção entre a decoração de interiores e a arquitetura.

Foi só no rococó que arquitetos como Blondel puderam se especializar em "decoração de interiores". [surgia aí uma das minhas profissões]

No futuro, o rococó seria substituído por outros estilos, mas permaneceria a convicção de que a parte interna as construções deveria ser considerada independente da parte externa.

Começou-se a ter diferentes móveis para cômodos diferentes e formalidades diferentes.

Havia diversos modelos de chaises longues e espreguiçadeiras, marquesa e duchesse para usos feminino.

Até a onipresente cadeira de braço estofada deve a sua forma a moda feminina: os braços recuados acomodavam as amplas saias e os encostos baixos davam espaço para seus penteados extravagantes.

O refinamento delicado do rococó francês foi frequentemente considerado feminino. E era, e não só no sentido metafórico. Se os interiores e a decoração das casas refletiam uma sensibilidade diferente, não foi só porque Luís XV - e portanto a sua corte - era dominado pela Mme de Pompadour, mas porque toda a vida social durante o ancien regime foi dominado pelas mulheres.

As cadeiras medievais, que tinham assentos retos de madeira, quase nunca eram estofadas. Mais tarde diversos materiais - couro, palhinha de junco, ratã - foram usados para fazer cadeiras. Inevitavelmente, tentava-se prender as almofadas à cadeira para evitar que elas escorregassem, o que originou os assentos estofados do final do século XVII. Este desenvolvimento atingiu o seu apogeu nos móveis do rococó francês quando estofaram os assentos, os encostos e até os braços.

Hoje em dia, admiramos [ou criticamos] seus aspectos decorativo [e excessos], mas a sua maior realização foi a ergonomia, pois estas belas cadeiras do rococó eram, acima de tudo, extremamente confortáveis [Cris Reis, lembrei-me de você, é claro].

Apesar trabalho de design de interiores ter surgido lá no século XVII / XVIII o profissional da área ainda é visto com um misto de desconfiança e prescindível. Além de ser basicamente contratado pela elite. O que é uma pena. Conforto, ergonomia, aconchego, identidade deveria ser básico. Mas ainda não conseguimos resolver nossa questão mais básica de teto/moradia [mais pela falta de uma política que não pense só no lucros de alguns] que ainda falta muito para chegarmos lá.

Fechando a porta de Casa, todavia a discussão continua.

 

Adendo - já que falamos de Holanda e França, um pulinho na Inglaterra - para não passar em white.

Enquanto na França o destaque fica pela vida palaciana e a preferência pelas grandes casas e na Holanda o desenvolvimento das casas menores e com privacidade ter sido mais rápido, na Inglaterra a preferência pela casa de campo teve repercussões na arquitetura.

Quase ninguém que tinha uma posição de liderança nos círculos da sociedade morava em Londres.

A planta e a disposição das casas urbanas inglesas, que geralmente eram enfileiradas (diferente do hotel parisiense, que era de centro de terreno) haviam sido padronizadas no final do século XVII, e pouco mudaram nos 150 anos seguintes. As casas de campo, por outro lado, eram bastante variadas, e foi aos seus projetos que os seus donos e arquitetos dedicaram a maior atenção.

Detalhes de etiqueta - a educação que cada vez perdemos mais.

Como não tinham celulares e zapzap, vizinhos de porta trocavam recados por escrito - que eram entregues por um criado - para evitar uma visita desavisada. Era falta de educação (ainda deveria ser) entrar sem ser convidado. Quando se planejava uma visita, era necessário deixar o seu "cartão de visitas" e esperar uma resposta.

Enquanto espero por respostas e pela entrega de alguns cartões, vou no aconchego da minha casa me recostar em meu sofá estofado, e pegar meu kindle para ler Orgulho e Preconceito de Jane Austen - a leitura ficará bem mais clara agora, of coursemente - e me entreter com as investidas de Mr Darc.

Texto tirado de
Casa - Pequena história de uma ideia
Witold Rybczynski


A Drops Corporation todo o meu reconhecimento e agradecimentos.

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Terça-feira, 14 de Julho de 2015

vida selvagem II

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150713_vidaselva04.jpgbarriguda.

 

 

não me lembro mais o nome do autor :c(

chamavam estas belas esculturas de artesanato.

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

vida selvagem

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guara03.jpgguara03.jpg

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brincos by Guaraciaba Galdino

 

Relíquias que eu usava como broche sobre uma t'shirt branca. Sucesso sempre ;c)

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2015

aprendizado

i_ching.jpg

"Quando se insiste em espreitar a caça onde ela não existe, nunca se encontrará nada, por mais que sespere.

Numa busca, a insitência não é suficiente."

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

arq-tipografia

150624_arqtipo_107.jpg

 

by Cláudio Luiz

 

Bambina - Botafogo - Rio de Janeiro / RJ

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

casa - um lugar especial

Chegamos ao ponto que me fez querer escrever sobre o livro - Holanda.

[ Casa - pequena história de uma ideia - Witold Rybczynski] 

A simplicidade da burguesia holandesa era expressa de várias maneiras. Os trajes do homem holandês, por exemplo, eram simples. Podia variar o tecido mas o estilo não mudou durante várias gerações (equivalem aos ternos atuais. Olhando livros de moda e vendo as variações das roupas ditas femininas - túnicas, saias, faethingale, anquinhas, espartilhos, melindrosas... as saias foram subindo até chegar na minissaia. Já os homens - túnicas, saias, aí chegou-se a solução de calça e casaca e não evoluímos muito mais daí, vem se repetindo com pequenas variações. Mas o assunto é casa e não moda.)

A mesma simplicidade e ponderação podia ser vista nas casas holandesas, que não tinham pretensão arquitetônicas das casas urbanas de Londres ou de Paris e que eram feitas de tijolo (que não se presta à ornamentação elaborada) e madeira em vez de pedra. Materiais mais leves, visto que o terreno era pantanoso e, geralmente, requeria fundações de vigas, cujo custo podia ser reduzido se as fundações suportassem menos peso.

Construir sobre vigas em terrenos recuperados tinha seus inconvenientes, mas também trouxe uma vantagem inesperada para seus ocupantes. Como as paredes laterais comum destas casas suportavam todo o peso do telhado e do piso, as paredes transversais externas não tinham qualquer função estrutural e, devido ao alto preço das fundações, era vantajoso construí-las o mais leve possível. Para conseguir isto, os construtores das casas holandesas inseriam várias janelas grandes nas fachadas, cuja função pode ter sido diminuir o peso, mas que também permitia que a luz penetrasse bastante nos interiores profundos e estreitos.

A luz que entrava por estas janelas era controlada por portinholas e por uma nova invenção - cortinas - que também oferecia privacidade da rua. Quando estas aberturas ficaram maiores, tornou-se mais difícil abri-las da maneira convencional, e os holandeses inventaram um novo tipo de janela - a janela de guilhotina.

Com a prosperidade, e à medida que os artesãos se tornaram mercadores ou agiotas, eles construíram estabelecimentos separados para os seus negócios. Os empregados e aprendizes tinham que procurar a sua própria moradia.

Começava a se operar uma grande mudança. A ênfase que a Idade Média conferia às cerimônias realça o caráter externo da civilização medieval - a vida era uma questão pública. Eram raras as oportunidades para se ter intimidade. Assim como as pessoas não tinham forte consciência de si, elas também não tinham um quarto próprio.

Foi em tais moradias burguesas, modestas, que a vida familiar começou a tomar uma dimensão privada.  Antes que a consciência humana entendesse a casa como centro da vida familiar, precisava-se da sensação de privacidade e de intimidade que não eram possíveis no salão medieval.

O caráter público da "casa grande" foi substituído por uma vida caseira mais sossegada e privada.

 O surgimento da casa de família era um reflexo da importância que a sociedade holandesa começava dar à família. O cimento desta unidade era a presença das crianças. As mães criavam os próprios filhos - não havia babás. As crianças pequenas iam para um jardim de infância aos três anos e depois para a escola primária durante quatro anos. Os Países Baixos tinham, acredita-se, o mais alto nível de alfabetização da Europa e nem os estudos secundários eram incomuns.

Também não havia tantos criados, pois a sociedade desaprovava a contratação de criados e o governo cobrava impostos especiais. [estamos falando de fins da idade Media. Passam-se séculos e no XXI vemos brasileiros esperneando por que o governo decidiu, finalmente, reconhecer os direitos das trabalhadoras domésticas.]

Valoriza-se mais a independência do individuo do que em outros lugares.

As casas holandesas eram muito limpas. Uma das explicações seria um tipo de manutenção preventiva - "está umidade do Ar que faz com que os metais tenham uma propensão a oxidar e a madeira a mofar, o que lhe obriga a tentar evitar ou solucionar o problema esfregando e limpando constantemente."

Nas casas os andares de cima começaram a ser tratados como sala formais. O segundo andar, de frente para a rua, foi transformado em uma sala de visitas e outros quartos começaram a ser usados somente para dormir.

Quando se pedia que os visitantes tirassem os sapatos ou calçassem chinelos [Henrique, agora vc já está avisado ;c)] , isto não era feito imediatamente ao se entrar na casa - mas quando se ia para o andar de cima. Era ali que se encerrava a esfera pública e começava o lar. Este limite era um conceito novo - o desejo de definir a casa como um lugar separado, especial.

 

NB - o texto poderia quase estar todo entre aspas. É quase só copiar e colar.

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