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efervescências

por sapoprincipe, em 08.11.16

161108_musica.jpg

Liniker / Raquel Virgínia / Assucena Assucena / Rico Dalasam 

Além de não termos o veículos prometidos pelos Jetsons. rs Por mais de uma vez (mais mesmo) veio à baila, entre amigos, a comparação com o início do século passado - a efervescência cultural - Expressionismo, Surrealismo, Modernismo, Cubismo, Rádio, Cinema, Bauhaus, Os loucos anos 20, Semana de 22, a moda feminina dando uma grande virada (as bainhas que subiam/os maiôs que não paravam de diminuir) - e o que temos vivido hoje. Aí, volto a citar minha amiga Vera - falta distanciamento histórico. Até porque não era só efervescência cultural: houve duas grandes guerras, regimes totalitários, ascendência de movimentos religiosos e uma resistência enorme ao avanço das mulheres. Lógico que, como anda nossa mídia (que o que mais faz é desinformar), os intelectuais de formação duvidosa alçados ao posto de formadores de opiniões e certos artistas que ganham posto de destaque não ajudam muito nessa comparação. Contudo, neste nosso cantinho, que desde sempre teve sua musicalidade em destaque, temos visto uma movimentação grande na cena musical - mesmo que ela não apareça tanto na tv (que já não é o grande formador/informador mesmo. Continua tendo grande influência, mas já não é como antes). Ou até aparece, pois foi depois de ver vários programas - o "Plural" e o programa "Cultura livre" (Roberta Martinelli) - que fiquei tentando rearranjar as palavras na minha cabeça para escrever sobre isso. Aí, apareceu este texto do Jean Wyllys na minha TL. E é um pouco isso. Liniker, Lineker (é assim mesmo tem um com "i" e outro com "e"), As Bahias e a Cozinha Mineira, Johnny Hooker, Banda Uó, Rico Dalasam. E indo além, pois tb mexem com as estruturas estabelecidas, temos Mc Carol, Karol Concá e, porque não, Criolo e Emicida (que o establishment já tenta absrover). Temos aí exemplos dos que conseguiram romper uma barreira - que a internet favorece e permiti um alcance fora das mãos dos empresários do mercado - fato e manipulação que já eram alertados pela Elis anos atrás - aqui
Falo da música por ter um alcance mais imedianto e por a cena musical estar com outra cara mas, lógico que temos vários artistas aí na batalha - não só músicos - que por várias barreiras do mercado não conseguiram ainda se inserir de forma a ter o destaque que merecem. Conheço alguns artistas plásticos que deveriam estar em grande galerias. No momento, ainda pior, o tempo anda meio cinza chumbo pela subida ao poder de forças tão retrógradas. Mas a luta vai continuar e vamos avançar, mesmo que nesta conjuntura a velocidade seja reduzida. Façamos valer a regrinha da mamãe. - Se comer tudo, depois tem sobremesa Iremos comer o pão que o diabo amassou (com ou sem trocadilho), mas depois vamos exigir a sobremesa e nos lambuzar com ela.

NB - não é exatamente sobre o texto do post, mas tem ligação.
Havia pensado em indicar para uns/as amigos/as que gostam de música, ainda por cima é digratis:
Nós Duas - As representações LGBT na canção brasileira - Renato Gonçalves.
Este livro fala sobre a representatividade LGBT na MPB desde a década de 70.

É um mote que, acho eu, poderia ser mais explorado e mais aprofundado.

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publicado às 09:47


4 comentários

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De Anónimo a 08.11.2016 às 15:13

o mercado musical do pará, especialmente da capital, belém, é muito peculiar e vem driblando essas 'apropriação' do mercado que voce fala.
os artistas paraenses gravam seus discos de modo independente, distribuem nas feiras livres, nas 'radiolas' (festas populares com imensas caixas de som, que lotam toda semana), fazem clipes caseiros e jogam no youtube, esse tipo de divulgação. e em seguida vendem muitos, muitos CDs. produção interna, pra um publico interno. até serem vistos pelos majors do mercado e virarem pastiche, vide gaby amarantos...
na bahia também tem coisas parecidas.
eu acho que novos valores estão pipocando aqui e ali, outro dia escutei dois grupos do acre, e fiquei de boca aberta. que beleza, que novidade...
as grandes gravadoras já estão sentindo o baque.
a internet é a maior aliada, e eu sou a maior torcedora desse pessoal!
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De sapoprincipe a 10.11.2016 às 11:32

Anônima, é por aí. O que aconteceu com Gaby (adoro os clips iniciais dela) é mais ou menos o que diz a Elis na entrevista. Pegam algo inovador e bom e jogam na caixinha para ficar sempre tudo do mesmo.
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De Renato Gonçalves a 09.11.2016 às 18:18

Muito obrigado por ter indicado o meu livro em seu blog!
Quanto mais conversarmos sobre a representatividade LGBT na cultura em geral, mais estaremos lutando contra o preconceito e a marginalização.

Um abraço,

Renato Gonçalves.
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De sapoprincipe a 10.11.2016 às 11:33

Renato, obrigado você, pelo livro.
Neste momento o que mais precisaremos é falar sobre e lutar contra o preconceito.

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