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peça decorativa

por sapoprincipe, em 20.10.17

Ainda não foram totalmente eclipsados pelos programas de culinária-gourmet, mas já não têm o destaque que tinham antes.
Gosto de ver programas de decoração/design de interiores pra ver ali algumas teorias confirmadas.
Aqui, o melhorzinho é o Decora. Onde a Bel Lobo foi a queridinha [me lembro de um programa com um quarto infantil com um beliche de estrutura metálica tão mal feito, que ainda me deixa assustado].
No momento a apresentação é do arquiteto/designer Maurício Arruda.
Pelo que andei vendo na minha TL, as amigas que gostam e comentam sobre decoração têm restrições sérias. Devo confessar que gosto, mas demorei um pouco a entender o motivo. O lado didático - ele disse em um programa que foi professor num curso de design de interiores - e mais a forma educada e gentil com que ele trata os participantes foram uns dos pontos que me fizeram aprová-lo.
O primeiro programa achei até que fosse pegadinha, pois começar justo com uma cozinha era querer um desafio grande. E por pouco não foi um desastre total. Tinha todo o nervosismo de estar frente às câmeras (perdeu bastante logo após os primeiros programas)e mais a dificuldade do projeto em si.
Mas, pelo andar da carruagem, deu pra perceber que ele gosta de projetos de cozinha. Tanto que o melhor programa da décima temporada (2016 - que é da que irei falar. A deste ano fica pra depois, se houver outro post a respeito), pra mim, foi o episódio 8 - Cozinha Moderna.

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Não precisam vir puxar a minha orelha. Não há aprovação 100% e se formos na linha - se fosse eu fazendo o projeto... mesmo naqueles casos de muitos - vivas! - a gente sempre irá querer mudar um detalhe ou uma cor, não? Pois.
Tem o aproveitamento do vão da porta da cozinha (em apartamentos pequenos, pra quê porta de serviço?), colocar painel de gesso cartonado pra disfarçar colunas/reentrâncias [que apesar de "perder" um espaço o faz parecer maior], usar cerâmica só sobre a bancada e emassar as paredes com azulejos com massa acrílica e pintar (se forem usar, uma dica: lembrem-se que são necessárias várias camadas de massa para sumir com os azulejos).
Gosto das montagens dos painéis visuais/moodboard  - que é mesmo uma forma de ter orientação e dar um sentido pro projeto, definindo um conceito.
Neste ponto destaco o episódio 17. Ele foi excepcional? Não. Apenas demonstrou ser um bom profissional e ter conhecimentos. Manteve o mesmo layout, aproveitou parte do mobiliário, mas deu unidade ao projeto.

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foto gnt/decora
O mesmo revestimento (ai, tijolinho. Pra quem andou vendo reforma de casais...) da parede da tv continuou na parede (recuada) do hall de entrada. A pintura "quadro negro" existente na parede da cozinha foi prolongada pra outra face da parede. Trocou o tapete cinza - sobre o piso cinza (cimento queimado), sob o sofá cinza - por um preto e branco, que deu destaque para o ambiente. Além de ser listrado, para criar a ilusão de um espaço mais largo. Encaixou a mesa de jantar em medidas de acordo com o espaço. A solução com o topo encostado na parede e de um dos lados com banco é o mais confortável? Não. Mas com um espaço tão exíguo e a exigência de uma mesa grande, é uma solução possível para atender aos muitos lugares pedido.
No E12 fugiu do convencional teto branco e o pintou de amarelo. Ainda bem que já usei deste expediente antes dele, senão minha cliente (Oi, Wanda) iria dizer que eu estava copiando o decora. rs (ah, quando faço isso falo abertamente pro cliente. Mostro de onde surgiu a idéia).
Em relação a iluminação - funções diferentes, iluminações diferentes - eu até completaria, é uma ótima maneira de criar várias "cenas". Ter vários pontos de iluminação - plafond / focos / pendente / abajur - permite mudar o clima da sala/quarto e o tornar mais aconchegante ou mais prático quando necessário de forma simples.
Customizar ou dar uma melhoradinha naquele móvel comprado pronto, uma das maneiras mais simples é trocando o puxador.
No E9 que ele deu destaque a cor, acho que ele poderia ter ousado mais. Tendo colocado duas paredes revestidas de madeira, justamente para dar uma contida e sofisticada no uso das cores, ele optou por um tom muito sóbrio de verde em contraponto ao rosa - que ele também não queria ver associado a quarto infantil. Considerando o perfil da família, e o painel de madeira, poderia ter optado por tons mais alegres. Então, mesmo nos "não acertos' dá para aprender.
Sabendo dos perrengues que é fazer obra, sempre dou um desconto pra ele - prazo e valor. Valor, acho que ele tem sempre mais folga do que eu. Prazo, ele ganha, mas se reparem bem em certos closes... se eu entregar uma obra com aquele acabamento, com aquelas falhas na pintura, fico sem as orelhas, com certeza. eheheheh Não é fácil.
Valeu Decora!

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publicado às 13:10

Astrid

por sapoprincipe, em 20.07.17

170720_cores.png

- de que cor eu pinto a parede da sala?
Esta é uma pergunta que já ouvi inúmeras vezes e na maioria tensionei as costas.
Quando a pergunta é feita no feissy é comum ter lá nos comentários:
- pinte de azul. Adoro azul.
- pinte de pérola. Pintei a minha sala e ficou ótimo.
- pinte de...
Aí, lá vou eu ser o chato. E comento: qual o clima você quer criar? Quais as dimensões da sala? Entra muita luz pelas janelas? De que cor é o seu sofá? E do tapete?...
Na realidade temos poucas cores pra escolher.
Pinte de azul, tranquilidade. Vai ficar bom? Sim.
Quer uma sala luminosa? Pinte de amarelo. Vai ficar bom? Claro. Dramaticidade? Pinte de... Vai ficar bom? Com certeza.
Logicamente, o fato de uma cor ser mais clara ou mais escura, menos ou mais luminosa, mais ou menos acinzentada, aumenta em milhares de vezes nossas hipóteses de escolha e muda nosso "entendimento" sobre ela.
Como também o tamanho dos espaços, a dimensão da parede mais visível, as cores dos outros elementos - piso, cortinas, tapetes, mobiliário, quadros, peças decorativas, ... - irão interferir na composição.
O conceito do projeto e o clima que se quer criar no ambiente irá nortear a escolha.
A parede pode ter qualquer cor? Sim. Se ela estiver em harmonia com o conceito e com o conjunto, e dentro do seu gosto, a resposta ao "vai ficar bom?" será - sim / claro / com certeza.
Uma parede ocre, móveis pesados de madeira talhada, cortinas de tecido cru nunca irá transmitir idéia de modernidade. Pintar a parede de amarelo tendo móveis de madeira clara, pode ficar meio pálido.
Então, não deixe de pensar no conjunto ao escolher a cor da sua parede.

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publicado às 09:01

casa cor

por sapoprincipe, em 17.11.16

Para me acompanhar na casa cor é preciso grande fôlego. Gosto de ver todos os espaços, voltar para ver se não deixei escapar nada e dar mais uma olhada nos detalhes dos que mais gostei. Sem contar que gosto de fazê-lo no final da tarde, para ver os espaços ainda com a luz natural e depois, com o anoitecer, ter chance de ver os espaços sob a luz artificial.
Daí, não insisto em companhia (não é, Luciana? rs). Todavia, não vou sozinho.

161117_casacor_01.png

Logo na entrada estrutura de bambo, Cláudia/Walter, claro. O lustre do hall de entrada poderia ter sido feito pela Geide, se tivesse uma corzinha. Quadro de azulejaria? eu mesmo, ora.

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De novo, eu mesmo, afinal é um belo painel de azulejos. Iara e Vera também poderiam gostar.

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Pratos  Fornasetti, obviamente, Raimondo. Geométricos, vários. Os "azulejos" de recorte a laser na madeira... uau!

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Quantos bolos lindos daria para fazer, Petita?

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Post da Helê? Olha, Mana, o filamento da lâmpada é uma sardinha! A mesa eu achei um sacada genial da arquiteta Gisele Taranto. Como lhe coube a sala de jantar, ela manteve fixo a iluminação, quadro e aparador (que era preso à parede), mas a mesa e as peças de decoração ela mudou algumas vezes ao longo da mostra. Caso alguém voltou para uma segunda visita, encontraria um novo ambiente.

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Mini cozinha.

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Ivan, quadro de Grace Jones. Raquel, lembrou de uns acessórios que vc fez com fio. A foto não ajuda, mas ao vivo era um quadro/escultura interessante. Cantinho de leitura, quem não quer?

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Passando pela livraria, não resisti. Mesmo sabendo que não é exatamente o que parece. Que algumas pessoas sim, mas a maioria deve, quando nada, folhear os livros. Foi estranho ver que a ênfase do vendedor era que os livros eram ótimos para decorar. Inclusive, as duas senhoras que adquiriram alguns exemplares antes de mim eram pra isso mesmo - decorar. Uma comprou um para filha que havia se mudado e estava decorando a casa e a promessa era ir na loja depois comprar mais alguns para enfeitar a estante - já que a filha, pelo que entendo, não tinha livros /o\

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Três mocinhas elegantes. De quais mocinhas lembrei?
Veado - Rinoceronte - Borboleta

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Jamila, dá até para ser tarefas pros alunos.
Por sinal, encontrei com a Dayse lá.

161117_casacor_11.png

Não sei o que eram estes espaços originalmente na casa, pois são quartos pequenos. Nem deu para ter uma foto pegando tudo. Na parede lateral tinha uma estante, com potes fixos na própria estante, com tampo de acrílico para rações e embaixo a caminha. então, o balanço é só diversão - Lounge do cachorro. Lembrei da Terla, mas poderia ser também o cantinho da Frida, né. Cris?
Sendo cachorro vc entra na história, Deborah, mas achei a casinha da área externa mais adequada, além de ter casinha na árvore para o Vini.
Já o "cão de guarda" é O charme.

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publicado às 15:57

avatar

por sapoprincipe, em 19.08.15

Depois do contato inicial - estou ligando porque gostaria de fazer uma obra - vem a definição do que será feito. Seja um projeto de reforma da cozinha, seja um projeto para a casa toda. 

Definida a obra, vem a questão mais difícil – o resultado que se pretende.

A pergunta inicial - o que você quer? ou do que você gosta? - embora curtinha, implica uma formulação densa. Às vezes, é preciso tirar a informação a fórceps.

Não raro, não conseguem responder o que querem. A primeira resposta vem com uma solução do projeto - quero um sofá ali, uma poltrona ... a bancada aqui... e por aí vai. Não que isto não ajude a entender o que o cliente quer, mas essas peças naqueles lugares produzirão o efeito final pretendido?

Então, queiram uma casa aconchegante, acolhedora, luminosa, espaçosa, moderna, ousada, requintada, clássica, aberta, armazenadora... pense nos seus desejos. No que vc gosta.
A partir dessa lista vem um segundo ponto. O profissional tentará equacionar o desejo ao espaço existente. Quais desejos cabem ali? quais definirão uma unidade?
Se você está se aventurando a fazer seu próprio projeto, é hora de responder: "Dentre as coisas que vc quer e gosta, o que é adequado e cabe no espaço que vc tem?"
Esses são os dois pontos centrais. 

Depois virão questões de estilo, de cor, de aproveitamento de algum mobiliário (ou de todos, talvez). E, logicamente, a distribuição do mobiliário, a escolha dos materiais, a combinação das cores será definida no projeto.
Agora, é achar o conceito que irá nortear todo o projeto.
É para isso que vc está contratando um profissional.
Definido isso, o restante são pontos convergindo para produzir o efeito desejado.

Historinha - quando fui fazer vestibular (enem é uma evolução), na maldade que é ter que escolher,
aos 16/17 aninhos, uma carreira para vida toda, estava eu indeciso.
Arquitetura era a resposta desde criança para a famigerada pergunta
- O que vc quer ser quando crescer?
Quando fiquei indeciso, uma vez, uma tia me disse:
como vc é bom em matemática e gosta de desenho, vc pode ser engenheiro ou arquiteto.
Depois desse dia, a resposta ficou na ponta da língua.
E com uma bela intuição, sempre respondi arquiteto, nunca engenheiro.
Uma outra opção era psicologia. E eu ficava pensando que era incoerente.
Hoje tenho muito claro que no curso de arquitetura deveria ter umas cadeiras de psicologia,
principalmente para quem vai trabalhar com design de interiores
(que, antes, era chamado de decorador mesmo).

 

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publicado às 11:00


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