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julho

por sapoprincipe, em 01.07.14

 

publicado às 23:32

Deitado [nem sempre] em berço esplêndido

por sapoprincipe, em 04.04.14

Como o apartamento é pequeno e eu decidi juntar todas as minhas coisas que estavam espalhadas, qualquer espaço de armazenamento é importante.

Cama? Baú, é claro.

Tradicionalmente tínhamos camas mais baixas. Nem era raro... “nossa caminhadura / Cama de tatame / Pela vida afora”. Numa relação mais próxima com a europa e o oriente.

Agora, com a “invasão” americana de camas altas e grandes, é um terror.  60 cm de altura (no mínimo) e king, claro. Pra os apartamentos pequenos fica aquele mar de cama no quarto, tornando-o visualmente menor e mais entulhado.

Sempre que vejo casas americanas os espaços são mais generosos que os nossos. Tá, aquele seu amigo que mora em Nova York o apartamento dele é minúsculo. Mas desde a época que a sessão da tarde exibia filme em p&b, que apartamentinhos lá tinham camas embutidas nos armários. Ótimo. Acordou, levanta a cama e vc deixa de ter um quarto de dormir pequeno e passa a ter um closet generoso.

Não será meu caso. Até porque ferragens no Brasil ainda é uma coisa difícil de achar.

Então, escolher com cuidado um colchão de casal padrão, bom e que não seja alto [nem caro].

 

NB – a próxima agonia será escolher o sofá. Afinal, todos no Rio moram em apartamentos com salas enormes que podem acolher facilmente sofás com um metro de profundidade (padrão comum nas lojas).

Tudo bem, o mercado para ricos é mais interessante, mas pobre também compra e tem bom gosto, porra.

publicado às 15:15

Decor XIV

por sapoprincipe, em 19.03.14

O andar térreo contava com um vestíbulo de piso de cerâmica, uma sala espaçosa com lareira, uma cozinha cuja porta dos fundos dava para a horta de tomates e abóboras, uma despensa com estantes caiadas e um dormitório no qual se sentia o perfume das especiarias, legumes e hortaliças. No vestíbulo de piso de cerâmica se encontrava a escada, roída pelo caruncho e a tristeza das teias de aranha, que levava ao primeiro andar e ao sótão.

...

O primeiro andar contava com quatro dormitórios e um banheiro, distribuídos em um corredor com sacadas que davam para o jardim e por onde a luz invadia a casa por entre os ramos das madressilvas. Em um canto do dormitório maior, esquecido sobre uma estrutura de ferro, um jarro de louça com arabescos azuis. Os outros cômodos estavam vazios e se podia escutar o eco da respiração.

Em uma extremidade do corredor, a escada se estreitava na subida ao sótão. Os degraus se mostravam frágeis e rangiam conforme Clara avançava. No fim da escada, a luz inundava o lugar entrando por uma pequena janela em forma de lua cheia por onde se podia ver a solidão do mundo. Havia várias com cobertas por lençóis que cheiravam à lavanda apodrecida, uma cômoda de estilo francês em ruínas e, apoiada nela, uma espingarda de caça cuspindo pólvora.

[pág. 35]

 

A primeira coisa que adquiriu foi quatro candelabros de velas grossas para cada um dos cantos da sala. ...

 

Na cidade, completou o mobiliário da sala com sofás de cetim escarlate, quadros de odaliscas envolvidas em tule lilás, um tapete que mostrava uma caça à raposa e cortinas verdes de seda adamascada. A loja onde comprou esses objetos vendia móveis, artigos de decoração e adereços utilizados em representações de ópera, que já não interessavam aos teatros por estarem velhos ou fora de moda.

[pág. 36]

...

 

Quando já gastara todo o orçamento, Clara se enamorou pela cama onde Otelo matara Desdêmona. Tinha travessas de ferro negro cobertas por um dossel púrpura e era de tamanho colossal, não exatamente o ideal para ser montada e desmontada nos teatros. Por isso só fora usada em algumas representações. Tanto insistiu em levá-la custasse o que fosse, que o barítono a trocou por seus favores camponeses. Sobre um baú do armazém, aturdida por uma ária de Rigoletto, Clara Laguna conheceu seu segundo cliente.

[pág. 37]

 

A casa dos amores impossíveis

Cristina López Barrio

 

Tradução – Fal Azevedo

 

publicado às 21:10

Decor XIII

por sapoprincipe, em 29.01.14

Em minha cozinha atual há vermelhos e cinzas que são pontos na tela. Há uma luz branca que abraça o ambiente inteiro e realça vidros e tecidos. Fica bom assim, tudo grande, amplo, acolhedor.

 

Forno

Rita Paschoalin

pág. 119

Contos do Poente

Luciana Nepomuceno - Rita Paschoalin

ilustrações Joana Faria

 

NB - em outro conto Rita fala de uma colcha, não deixa de entrar na decoração, mas na realidade ela está falando do tecido. Todavia, completamente cabível na questão. Embora eu discuta a neutralidade.

Conto feito a mão - pág 157 - "Bege não tem sustos".

publicado às 15:15

Decor XI

por sapoprincipe, em 28.11.13

"O apartamento é um pouco mais sofisticado que a casa de praia. Paredes brancas, ornamentadas apenas por uma reprodução d'A  TENTAÇÃO DE SANTO ANTÔNIO, do pintor espanhol Salvador Dali. Poucos móveis: um tapete de estampa discreta no centro da sala, a televisão ao alto, acima de uma estante larga ocupada de livros (Balzac, Wilde, Machado de Assis, Gide, Guimarães Rosa, Fonseca, só para citar alguns autores). Ao lado do abajur, sobre uma mesinha, a secretária eletrônica e o telefone."

 

Jean Wyllys

Aflitos

pág. 103

 


NB - Estava em dúvida de qual texto publicar. Este além de fazer um contraponto ao outro, decidi publicá-lo também por conta da "secretária eletrônica" que me remeteu a um outro texto, que citei numa conversa deverás interessante, com dois amigos especiais, no final de semana.

publicado às 11:11

Decor X

por sapoprincipe, em 26.11.13

"Cena 2

(Interior de um quarto cujas paredes estão sem reboco. Júlia e Regina conversam sentadas na cama. O espaço abriga ainda uma mesa com três cadeiras, um filtro de cerâmica e uma pequena cômoda, sobre a qual estão espalhados batons, pentes e dois espelhos. Há também um quadro do Sagrado Coração de Maria pendurado ao lado da foto de Leonardo DiCaprio)."

 

Jean Wyllys

Aflitos

pág. 15

publicado às 09:09

dia

por sapoprincipe, em 28.10.13

publicado às 13:31

Cada um dá o que tem

por sapoprincipe, em 20.09.13

photo by Cris Carriconde


Já nem me lembro se esta frase é da cena de D. Beja ou de Xica da Silva, mas que é linda é. Além de certeira.

 

Sempre acreditei que educação vem de berço. Mas não, no máximo o berço lhe dá a base. A educação vem quando você consegue reconhecer o outro, se reconhecer no outro e sabe se colocar no lugar do outro.

Não consigo conceber a modernidade sem educação (será que demorará muito para sairmos da idade média?)

E cada um dá o que tem. Sempre.

publicado às 10:01

arq-tipografia

por sapoprincipe, em 13.08.13

 

by Cláudio Luiz

 

Av. Gal. Artigas - Leblon - Rio de janeiro / RJ

 

Sendo um mito, tinha que ter uma marca.

A linha que demarca o público do privado já esgarçou. Cada vez mais edifícios residências, suas portarias e diria até mesmo alguns apartamentos têm cara de espaços comercias. Enquanto os espaços comerciais tentam reproduzir espaços aconchegantes para parecerem familiares.

publicado às 20:10

[365 dias]

por sapoprincipe, em 29.12.12

publicado às 12:13


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