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círculos

por sapoprincipe, em 22.06.16

160622_circulo_cores.png

by Cláudio Luiz

O círculo cromático serve inicialmente para as crianças aprenderem a mistura das cores. Amarelo com vermelho (na realidade magenta) dá laranja. Azul (cian) com amarelo dá verde. Vermelho (magenta) com azul (cian) da roxo. Gerando assim as cores secundárias, que misturadas com uma primaria dará as terciárias. O verde com o amarelo irá gerar o azeitona... e assim nas outras misturas, uma questão de proporção.
Mas os círculos cromáticos também são excelentes auxiliares para definirmos as combinações das cores.
Chevreul (1786-1889), que era químico, foi ser responsável pela parte da tintura dos fios da fábrica de tapetes franceses - Gobelin. Por mais cuidados com os tingimentos acabavam não resultando bem. Depois de muito observar, se deu conta que não era uma questão química ou processo falho e sim uma questão ótica em relação a percepção das cores. Com os fios, de cores diferentes, entrelaçados, acabavam por gerar - visualmente - uma outra cor, que acabava por não resultar tão bem na composição. Depois de várias pesquisas decidiu criar um círculo cromático próprio.
Grandes estudiosos criaram círculos cromáticos. Goethe (1749-1832), Moses Harris (1731-1785), o citado Chevreul (1786-1889), Hering (1834 – 1918), Munsell (1858-1918), Ostwald (1853 – 1932), Johanes Itten (1889–1967), para ficarmos nos mais badalados.

160622_circ_cromaticos.png

via google

Foram a partir desses círculos, que focam as cores de formas variadas é que chegamos ao NCS (natural colour system) e Pantones da vida. A Pantone baseada no círculo de Munsell e a NCS no de Ostwald. Uma necessidade de se reproduzir a mesma cor, diversas vezes. Temos aí o vermelho ferrari para comprovar.
Sendo que o primeiro catálogo de cores recentemente descoberto é do século XVII, feito pelo artista A Boogert.

160622cor_A_Boogert_1.jpg160622cor_A_Boogert_2.jpg

via follow the colours

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publicado às 13:08

paixões da luz

por sapoprincipe, em 15.06.16

160615_espectro.png

via google

Se vc é "luz, é raio estrela e o luar" vc é o iaiá e ioiô do wando.
Agora, se é luz, é cor. Cor é luz. Afinal, a noite todos os gatos são pardos e se apagarem a luz só tem o breu.
Há teóricos que dividem em cor luz e cor pigmento, mas se não tiver luz sobre o pigmento, babau cor. No escuro não vemos cor, e quanto menor a intensidade da luz, menor será a diferenciação das cores e parecerão mais escuras do que são.
Fisicamente, cor é determinada pelo comprimento de onda (MAHNKE, 1996).
Os efeitos do intervalo 380 a 760 milimicrons (QUEIROZ, 2010) de comprimentos de ondas magnéticas, que são emitidas pela luz, absorvidas em parte pelos objetos e coisas, decodificadas pelos nossos olhos é que irão produzir as cores em nossos cérebros.
É um intervalo muito pequeno. Antes do vermelho (~625-740nm), ondas mais longas, temos infravermelhos, microondas e ondas de rádio (FM/TV, ondas médias, largas). Abaixo do violeta (~380-440nm) temos raios ultravioletas, raios X, raios Y.
A Cor não é um fenômeno físico. Um mesmo comprimento de onda pode ser percebido diferentemente por diferentes pessoas (ou outros seres vivos animais), ou seja, cor é um fenômeno fisiológico, de caráter subjetivo e individual.
Os cachorros e os gatos, por exemplo, enxergam bem em preto e branco e percebem do nosso espectro visível apenas as subfaixas do azul à amarela. Já as cobras veem no infravermelho e as abelhas no ultravioleta. A indicação de usar lâmpadas amarelas nas varandas, que não atrai os mosquitos, é por que não enxergam este comprimento de onda, então não veem a luz.
Goethe, que era um rapazinho esperto, estudou de um tudo, inclusive, a cor. A sua definição cheira a poesia.
"as cores são ações e paixões da luz".

NB - Deveria ter usado logo a capa do disco dos pink floyd para ilustrar o post,
assim saberiam que o gosto musical aqui é bem eclético.
Coloquei, inclusive, "time" enquanto fazia a postagem.
Ah, e as partes meio metida à besta, com citações,
foi pq tirei do meu tcc da pós.
É, o trabalho foi sobre cor.
O post está em preto, pq é uma não cor.

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publicado às 14:15

azul - céu - #459fed

por sapoprincipe, em 08.06.16

160608_cartela.png

Apesar de estar circulando como piada, é a mais pura verdade... ou quase.
Tirando a criatividade poética dos nomes dos esmaltes, que foi uma boa jogada de marketing (afinal, já geraram várias propagandas gratuitas e o consumo de esmalte aumentou muito - pelos menos com a novidade de mais cores, tem rendido muitas idas à manicure - pesquisa sem fonte científica e sem certificação, mas apuradíssima) é um pouco por ali mesmo. Designer falando dos códigos de cores - ou as suas composições (forma de se chegar a cor correta - se eu disser azul, em qual cor vc pensa? Descreva aí o seu azul) e nos mais, se o homem não correr atrás com um treino, vai ficar ali no básico mesmo. As mulheres têm mais acuidade para cores.
A retina é composta por milhões de células altamente especializadas que captam e processam a informação visual a ser interpretada pelo cérebro. Umas dessas células são os cones. Temos cones sensíveis aos vermelhos e laranjas, aos verdes e amarelos e aos azuis e violetas. Sinais são levados ao cérebro para decodificação das cores.
Tanto é assim que os casos de daltonismo são mais frequentes nos homens.
Com treino do olhar, o trabalho frequente com cores, faz com que tenhamos mais discernimento. Podemos fazer milhares de combinações e ajustes percebendo as nuances e variações.
Mas, com as mulheres tendo geneticamente mais propensão e indo mais vezes à manicure e discutindo que esmalte querem usar, estarão sempre em vantagem.

 

NB - a imagem teve patrocínio - involutário - de Mônica Veado.

 

publicado às 18:19

caixa de lápis de cor

por sapoprincipe, em 15.01.16

Já diminuiu a enchurrada, mas vou fingir que continua no timing.

Numa "premonição" ele escreveu isso para você ter justificativa para comprar o seu livrinho de colorir.

"Nesse clima de alta voltagem estética, damo-nos conta de que aprender a colorir é abrir as comportas do mundo interior para uma forma superior de comunicação."

O Universo da Cor - p. 121
Pedrosa, Israel

 

Querendo, pode comprar o livro do Paulo André (Moda - Uma história para Colorir) e aprender um pouquinho sobre moda também, além de ter " uma forma superior de comunicação ".

Desenho colorido pelo próprio autor.

paulo andre_moda_uma historia para colorir.jpg

 

publicado às 09:10

almofadas

por sapoprincipe, em 28.10.14

“As rosas não falam

Simplesmente as rosas exalam

O perfume que roubam de ti, aaaaai”

141028_almofadas

 

by Cláudio Luiz

A beleza me alegra.

“Bate outra vez

Com esperanças o meu coração...”

publicado às 19:41

novo ano novo

por sapoprincipe, em 29.12.13

publicado às 14:00

arq-tipografia

por sapoprincipe, em 16.05.13

 

by Cláudio Luiz

 

rua são Clemente - Botafogo - Rio de Janeiro / RJ

 

Esta entrou na lista pela cor, que é pouco usada. Ultimamente impera o aço escovado e os cromados. As peças antigas tem muitas em latão dourado, ou ferro pintado de preto. Mas cor é um problema para os arquitetos. Ultimamente este quadro está se alterando - um pouco. Embora o vermelho seja uma das cores permitida (além do branco, cinza (normalmente o concreto) e eventulamente o preto) na cartilha desde os modernos.

publicado às 11:51

cores e nomes

por sapoprincipe, em 08.06.11

Produzir o trabalho de conclusão de curso teria sido mais fácil se eu tivesse o feito de uma tacada só. Mas, ao fim das contas, foi ótimo escrever e um aprendizado ainda maior. Lógico que sem o auxílio luxuoso do Elir o texto viria com várias vírgulas fora do lugar e mais alguns errinhos.

Bem sei que prometer uma série de posts em blog é um fiasco, quase sempre. Todavia, espero discutir mais vezes sobre cores aqui.

Pra já, só uma palhinha da discussão do artigo.
 

Muitas vezes evitamos o uso de cores vivas ou contrastes mais acentuados, e optamos por combinações discretas, pouco perceptíveis ou quase "não cores", por temer os resultados por falta de conhecimento técnico, pela linha adotada pela academia e suas doutrinas ou para evitar críticas se aceitarmos a proposição de Goethe:

 

Uma pintura pode se tornar facilmente berrante, se as cores são dispostas com toda a intensidade. [...] Se, ao contrário, cores fracas, apesar de destoantes, são colocadas lado a lado, o efeito não dá na vista. Sua própria incerteza é transmitida ao espectador, que por sua vez não tem como elogiar, nem reprovar. (GOETHE, 1993, p. 150)

 

Não seriam as cores vivas (saturadas) e os contrastes tão naturais quanto às, segundo Goethe, fracas? Vivianne Pontes (2011), em seu blog De(coeur)ação, questiona este ponto quando fala sobre cores neutras:

 

"A noite, a nuvem, a terra, o dia claro, o dia chuvoso, nossa pele, cabelos, dentes. Vemos estes elementos o tempo inteiro, e nos acostumamos a suas cores de tal modo que as chamamos de 'cores naturais', por falta de um adjetivo melhor. (Como se uma rosa vermelha não tivesse uma 'cor natural')".

 

A posição tomada por Goethe (1993, p.81), de que "homens cultivados evitam cores vivas nas roupas e no ambiente que os cerca, procurando em geral delas se afastar" já não é regra nos dias atuais. "Muita gente abraça calorosamente novos e excitantes usos da cor. Quando a Apple lançou um computador azul, as vendas foram mais rápidas do que de qualquer outro" (FRASER; BANKS, 2007, p.7).
Trabalhar com cor exige empenho, conhecimento técnico, inúmeros testes, controle das variáveis, mas poderá não ser tão difícil quanto parece para se conseguir resultados satisfatórios quando o ambiente for finalizado.

 


publicado às 11:11

a escolha de sofia

por sapoprincipe, em 08.02.11

Michel-Eugène Chévreul (1786-1889 - químico francês, diretor da fábrica Manufacture des Gobelins, estudou alguns problemas relacionados com a cor e a sua contribuição à teoria das cores teve consequências diretas na obra de alguns pintores1) em 1839, apontou 14 mil cores na Antiguidade e 30 mil cores diferentes no final do século XVIII.2

No momento um monitor de computador tem 16 milhões de cores.

As cartelas de tintas pra paredes são mais modestas e tem 1.500 cores (e nomes que só perdem para os esmaltes). Contudo, não consigo achar o verde azeitona que quero sugerir pro meu cliente pintar uma das paredes da sala. Conseguir que as lojas alterem a fórmula de alguma tinta é uma guerra. E supostamente as máquinas são pra isto.

 

1 - wikipedia

2 - Guimarães, Luciano - a cor como informação

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publicado às 09:09

escravos de jô... jogavam...

por sapoprincipe, em 22.06.10

Para quem achou que eu estava exagerando neste post aqui, pode testar o seu talento nesta versão online.

 

Teste de Munsell

 

Testem, depois contem o resultado.

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publicado às 09:09


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