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Como não temos o hábito de tirar os sapatos logo ao entrar em casa como os orientais, é de bom tom limpar os pés.
Sempre que possível, gosto de colocar capachos (tapetes) grandes junto à porta principal.
Embora não sejam a minha primeira escolha, aqueles tapetes bem humorados (trouxe cerveja?) poderão ser usados dependendo do perfil do morador e da descontração do projeto.
O que sempre acho estranho são os que têm escrito “bem-vindo” (ou algo do gênero), não pela gentileza, mas sim pela falta dela. Pois sempre acho desmerecer a educação do anfitrião limpar os pés sobre seus votos.
Com a impossibilidade de usar um grande e pelo princípio de não aceitar nenhum escrito, escolhi um estampado para minha moradia do momento. Como se eu tivesse salpicado flores diante da porta, para deixar claro que és bem-vindo.
Sê bem-vindo.
by Cláudio Luiz
Os arquitetos que se dedicam a projetos de interiores sempre foram vistos de ladinho, de um modo geral, pelos colegas que adoram se intitular arquitetos / urbanistas.
Com a criação do conselho, e a hipótese de perder um nicho do mercado, interiores está na lista de atividades do profissional de arquitetura. O pessoal do design – que ainda nem sequer tem sua profissão reconhecida – grita com razão.
A discussão do que é mais importante – arquitetura, urbanismo, interiores – é grande, com cada profissional relacionado com uma área tentando se valorizar.
Sempre me pergunto, por acreditar que o ponto principal é habitar - do que adianta uma cidade bem planejada, com boa mobilidade, onde as construções são horrendas? Do que adianta uma casa com excelente projeto arquitetônico, completamente vazia, não permitindo seu uso como moradia?
Então, urbanismo, arquitetura, interiores estão intrinsecamente ligados, pra mim. Como o todo humano.
“O planejamento urbano não diz respeito apenas a coisas práticas, ele também reflete as ambições e desejos humanos. Foi isso que levou Luís XIV a transformar Paris de uma cidade medieval em uma cidade moderna. A mesma intenção, embora em menor escala, leva-nos a redecorar a cozinha ou a mudar os móveis de lugar na sala de visitas ou a pintar a sala de estar da família.” (Rybczynski, Witold)
Tudo está tão ligado, que o livro sobre urbanismo em vez de me fazer lembrar de meus amigos arquitetos, remete-me para a brilhante Camila Pavanelli, que entre uma linha e outra de sua tese, gosta de ouvir jazz.
“... Se o planejamento de Paris pode ser comparado ao afinamento da música sinfônica, as cidades da Nova Inglaterra podem ser comparadas ao jazz. Claro que um jazz bem-comportado – digamos que do pianista Bill Evans e não de Fats Waller. Mas, como o jazz, ele envolve improviso e, como no jazz, isso não significa que o resultado seja acidental e que não existam regras.” (Ibidem)
Nem imagino se ela gosta dos músicos citados, foi apenas pela relação com o estilo musical mesmo.
Vou ali pensar que estilo musical combina com a minha casa ou o meu projeto do momento ;c)
Gal Costa canta ao fundo "E é como se então de repente eu chegasse ao fundo do fim / De volta ao começo / De volta ao começo...".
Iniciando "nova" contagem esta é a arq-tipografia 101. Pra manter o ritmo, lembremos da primeira. Passando por copacabana deparei com esta pérola. Não acho que tenha a beleza e leveza da inspiradora do arq-tipografia, mas dá para levantar a hipótese de ser da mesma leva ou de um mesmo arquiteto. O desnivelamento / alinhamento pode ser descudido posteriror.
by Cláudio Luiz
Av. N. S. de Copacabana, 1040 - Copacabana - Rio de Janeiro / RJ
by Petita Uchôa
Rua Leopoldo Miguez - Copacabana - Rio de Janeiro - Brasil
100
Como 100 é um número redondo e passível de comemoração, publico uma foto da minha "irmã" Petita para comemorar.
Se minhas fotos não têm lá grande qualidade, valeu pelo menos para despertar em algumas pessoas o interesse pela "arq-tipografia" (5 pelo menos já me disseram isso textualmente. Como tenho 6 leitores, fico pensando que é uma boa média. eheheheheh).
Eu havia pensado inicialmente fazer algumas fotos, depois, pensei que 100 seria um bom número. Acabou que levei bem mais tempo para publicar do que gostaria e, agora, ainda tenho mais algumas a publicar. Vamos lá. Aguardem mais algumas fotos, então.
by Stella Cavalcanti
Rua Desembargador Izidro - Tijuca - Rio de Janeiro / RJ
O atraso desta postagem tem o patrocinio exclusivo da incompetência da oi. Foi tanta incompetência que resultou numa mudança de operadora.
A fonte é bem provável que seja "copperplate gothic" e o nome ficou meio com cara de empreendimento empresarial/comercial, não?
É só trocar tijuca por perfumes que já teríamos uma loja. eheheheheh