A lenda de Edipo e a Esfinge.
Laio, o rei de Tebas, tinha sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição ia acontecer: seu próprio filho o mataria e se casaria com a própria mãe.
Por isso, quando Édipo nasceu, Laio abandonou-o no monte Citerão, onde foi recolhido pelo rei de Corinto. Anos depois, Édipo consulta o Oráculo que lhe dá a mesma previsão dada a Laio, que mataria seu pai e casaria com sua mãe. Achando se tratar de seus pais adotivos, o jovem Édipo foge de Corinto em direção à cidade grande, no caso, Tebas.
No caminho, encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e o matou. Depois foi tentar vencer a Esfinge que aterrorizava Tebas, porque o premio seria casar com a rainha Jocasta, que era linda pra caramba. A prova da Esfinge era responder certo a uma adivinhação: "qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio dia e três à noite"? E ele disse: "É o homem. Ao amanhecer é um bebê gatinhando, de tarde é um adulto e de noite é um velho com bengala". Ele ganhou, claro, e a Esfinge morreu.
Então ele foi pra Tebas e casou com a rainha, com quem teve quatro filhos. Só então o Oráculo mostrou que eles eram mãe e filho. Desesperados, Jocasta comete suicídio e Edipo fura os proprios olhos.
Nem pensaram nas proprias crianças, que ficam sozinhas, né?
Essa historia foi a base da peça Edipo Rei, de Sófocles, além de um oratório de mesmo nome, composto por Stravinsy. Sem falar de Freud, claro, e seu complexo de Édipo...
E entrou por uma perna de pato...