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refúgio

por sapoprincipe, em 15.07.21

Enquanto a lista de indicações de séries, feitas por amigos, cresce, fujo para ver séries bobinhas.
Por isso nunca consigo entrar nos papos e nas dicas.
Ando me refugiando em séries de adolescentes - "malhação" em vários idiomas - e algumas séries asiáticas (não necessariamente de ambiente escolar).
As séries asiáticas desperta o interesse por uma cultura outrora muito distante da nossa, um ritmo bem diferente, uma estética e colorido exuberante e nos beijos de boca fechada que mal encostam os lábios (tão pudicos e com festivais fálicos enormes - sem trocadilho, por favor. rs Neste ponto, não muito diferente daqui que adora um biquíni cavado, um carnaval semi-nu, mas ficam revoltados com um topless na praia. Enfim, a hipocrisia.)
Fugindo um pouquinho da linha "malhação", por a história centrar mais na relação amorosa dos dois estudantes, assisti a "Seu Nome Gravado em Mim" (lembrei logo de "me chame pelo seu nome", "o amor que não ousa dizer seu nome"), que é um filme e não uma série. Ainda hoje precisamos continuar repetindo estes amores massacrados e de sacrifícios? A homofobia continua aí, mas temos avanços. Por mais que uma ala das redes gritem que querem personagens gays trambiqueiros, para fugir dos estereótipos, ainda precisamos de novelas com finais felizes, mas sem que precise repetir o amor romântico da donzela desejada e proibida, além de um padrão heteronormativo. Mas o filme comove. Tem umas cenas lindas e os atores são bem bonitinhos.
A violência, exclusão, bullying nas escolas, ainda hoje, seja lá ou aqui me assusta. As disputas infantis sempre irão existir, mas podiam ter avançado de como a escola lida com isso.
A questão do respeito aos mais velhos e a forma, às vezes, gritada de terminar umas frases, em séries orientais me chama a atenção.

210715_series.png

Na linha "malhação" assisti uma francesa - "Skam" - bem boazinha. É uma versão de uma série norueguesa, que tentei assistir, mas já estava no limite permitido pelo site. Tem versões em vários países.
Cinco amigas de perfis diferentes, claro. A liberada, a engraçada, a com questão religiosa (o uso do véu) e por aí vai. Tem discussões de gênero, sexual, preconceitos (de vários tipos), interessantes.
Fui ver a nova temporada de "Elite" [netflix] - poderíamos dizer que é um pornô-soft sem cair num moralismo bobo? O enredo poderia ser melhor, alguns diálogos também, mas as cenas de sexo são boazinhas (diferente das orientais, não se economiza beijos). As meninas pagam peitinhos e os garotos pagam bundinhas a torto e a direito. E tem sexo hetero, gay, lésbico.
A última que dei play foi "Young Royals" [netflix]. Série sueca que tenta ter sucesso no embalo de "Elite" e as outras séries para adolescentes.
Como são só 6 capítulos, as questões ou construção das relações não são aprofundadas. Há de se ter boa vontade para acreditar que uma escola de elite - para realeza e riquinhos - teria estudantes pobres. O interesse do príncipe pelo menino pobre até poderia acontecer, já que o que o chama atenção é a voz (o garoto canta no coro) e o discurso de esquerda. Uma fala diferente de todos os seus amigos lhe chamar a atenção, acho plausível. Inclusive, que poderia ser mais explorado, mas não desenrola além da primeira cena.
Teremos uma segunda temporada? Irá depender do sucesso/números para a netflix renovar. Assim, saberemos também, se os não cringe são mesmo inclusivos. Enquanto as outras séries são cheias de rostinhos bonitos e corpos sarados bem padrãozinhos, a sueca fica mais próxima de belezas possíveis/cotidianas. Os atores parecem mesmo adolescentes e o descendente real é um garoto com cabelo ensebado (a mim me pareceu) e o rosto cheio de espinhas (pareceu não só a mim). A garota que quer namorar o príncipe, por uma questão de ascensão/título/poder, já que ela é de uma família muito rica, como de praxe tem problemas com a mãe e o pai, é uma atriz negra (representatividade?), com uns quilos a mais que as colegas de elenco e , também, algumas espinhas.
A história ficou comprometida pra mim pelo não embate de classes, mas como o interesse era fugir e não pensar, tá valendo.
Lógico que como bom "engenheiro de obra pronta" fico, também, achando que uns ajustes aqui, uma cena e um diálogo mais elaborado ali e uma construção ou justificativa das atitudes do personagem assado a série ficaria melhor. Em muitos casos tem isto, fico gostando da série com as "correções" que imaginei. eheheheh

NB - Reclamo da superficialidade das séries e comento este texto. rs

publicado às 19:30


2 comentários

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De Luciana a 16.07.2021 às 15:04

Você falando de séries juvenis e eu com saudades de Barrados no Baile. Não aquela saudade que leva a rever, como a que sinto de Friends ou Grey's, mas uma saudade de ter os olhos que viam aquilo e o coração que sentia o que sentia. Adorei ese título: "seu nome gravado em mim", sei lá, me levou praquele filme com Ewan, Livro de Cabeceira, em que a moça japonesa escreve no corpo das pessoas. Gosto, em séries nórdicas, disso aí que você falou: rostos e corpos possíveis. Acabo vendo bastante policial nórdico. E achei interessante essa ideia aí, de dar uma repaginada nas séries e filmes e gostar deles não só pelo que são mas pelo que poderiam ser.
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De sapoprincipe a 18.07.2021 às 22:49

O post até ficou melhor depois deste seu comentário.
Também gosto muito do título do filme. Até começo a gostar mais quando penso nele.
O Livro de Cabeceira é maravilhoso. Não é a mesma coisa [talvez por a palavra não ser meu habitat natural], mas gostaria muito de colorir tatuagens - com maquiagem, tinta ou canetinhas laváveis. Mas ainda não encontrei cobaias. rs

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