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sob patrocínio de Drops Corporation ...

por sapoprincipe, em 22.04.15

"Durante os seis anos em que estudei arquitetura, só se mencionou o conforto uma vez." Esta é a frase inicial do prefácio de CASA, de Witold Rybczynski (texto original de 1986 e publicação brasileira de 1996).

Este é o problema das faculdades, algumas questões ficam mesmo de fora. E aprender a profissão só mesmo na prática, no exercício diário.

Depois, no primeiro capítulo, ele quer discutir o trato da casa. O conforto ali existente e fala na entrada de Ralph Lauren no mercado de interiores.

Ralph lança a "Coleção" composta de várias linhas:

- Choupana de Toras (o efeito geral é de uma rusticidade endinheirada, a decoração é equivalente ao jeans do estilista)

- Jamaica (claramente projetada para os estados do "Cinturão do Sol")

- Raça Pura (uma Inglaterra de sonho filtrada pela América)

- Nova Inglaterra (o menos teatral dos quatro; a sobriedade ianque não se presta à dramatização).

Além de "Marinheiro" e "Safári".

"Neste sentido são cenários para os quais o figurino já havia sido elaborado."

"A relação entre roupas e decoração de interiores é venerável.  Um interior do início do período georgiano (séc. XVIII) as curvas suaves dos móveis entalhados constituíam uma contrapartida para os trajes ricos da época e complementavam os vestidos volumosos das mulheres e os peitos de renda e as perucas elaboradas dos homens. Os interiores levemente pomposos do século XIX também refletiam modos de vestir; cadeiras com saias e cortinas drapeadas imitavam os detalhes de como os tecidos eram usados em saias e vestidos, e o papel de parede imitava os padrões usados nos tecidos. A riqueza dos móveis Art Déco espelhavam os trajes luxuosos dos seus donos.

Como Ralph Lauren pretendeu vestir a casa moderna?

A "Coleção" deve ser um ambiente total para morar. É possível usar um vestido Lauren, calçar chinelos lauren, secar numa toalha lauren, pisar um tapete... Agora é possível ser parte da propaganda.

Nenhum destes quadros vivos pretende ser um interior real, mas simplesmente um fundo projetado para realçar os tecidos, a louça e a roupa de cama; é pouco provável que alguém um dia decore sua casa para que pareça com os folhetos de propaganda Lauren."

É justamente neste ponto que ele falha na análise e na previsão. O mundo virou um holograma. (pensando bem, algumas vezes já quis morar numa novela da globo, onde até o café da manhã de pobre é uma mesa farta)

É difícil ouvir do cliente o que ele gosta, o que ele quer. Para chegar a este ponto é preciso contornar vários temas e ter um ouvido atento e os olhos bem abertos. O mais comum é virem com soluções prontas de revistas sem pensar no que gostam e no que é possível fazer no espaço que têm.

"Como é possível encaixarmos a realidade neste mundo imaginário?"

Dentro do mundo ideal, do que gosta é possível achar "peças" que irão compor adequadamente os espaços que têm, transformando brilhantemente num espaço que possam se reconhecer e gostar.

Embora, boa parte se não querer morar na casa da propaganda, quer uma casa só para exibir pros amigos ou aparecer na revista.

 

 

NB - Drops Corporation não é responsável pelo texto, pelo português ruim

ou pelas vírgulas fora do lugar.

Só é responsável por colocar a cultura ao meu alcance.

A Drops Corporation todo o meu reconhecimento e agradecimentos.

publicado às 14:14


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